Friday, September 08, 2006

Hoje aos 36.

As coisas mudaram um pouco... aliás mudaram muito, mas continuo sendo um autêntico publicitário. Tudo o que vejo, sinto ou ouço me remete à uma possível "campanha" e os devaneios surgem e ganham formas.
Infelizmente não pude realizar o meu sonho, como muitos puderam, de estudar em uma boa faculdade ainda jovem (18 anos), pois meus pais não puderam me auxiliar. Hoje, já com meus trinta e seis anos e com alguma experiência de vida, estou no sexto semestre de Publicidade e Propaganda e agora entendo o que minha avó dizia, "antes tarde do que nunca".


Mas planejamento... porque?

Bom, confesso que costumava aprontar um pouco quando era criança... Tá bom, não vou mentir, aprontava demais.
Coitada da minha mãe que tentava esconder as "pequeninas Barbaridades" que eu aprontava.
A cada ano, contrariando aqueles que diziam que era a idade, eu aprontava cada vez mais e a minha pobre mãe tentava impedir que as minhas travessuras chegassem ao conhecimento de meu "compreensivo" pai. Impossível, levando em consideração a minha criatividade para desenvolver brincadeiras maquiavélicas (coitada da minha recém nascida priminha.
Infelizmente as sinalizações aplicadas eram proporcionalmente desenvolvidas de acordo com as minhas "brincadeirinhas" e assim, desde pequeno, tive que desenvolver estratégias para que nunca soubessem o que realmente eu estava aprontando. Nasce assim um mutante em forma de criança que era capaz de pesquisar e estudar estrategicamente tudo, para poder planejar mais um golpe perfeito, uma obra prima arquitetada para se safar dos castigos que, com certeza, seriam recebidos caso algo saísse errado.

Publi ... o quê? Quando crescer vai fazer engenharia! (dizia o meu compreensivo pai).

Porque publicidade? Bom, posso dizer que nasci com isso no sangue. Não sei se herdei de algum antepassado, se na outra encarnação fui isso ou aquilo, se quando caí de bicicleta aos quatro anos e bati forte a cabeça, algum parafuso se desprendeu ou enroscou em alguma parte e subitamente fez um "clic", mas não me lembro desde quando, mas me recordo me apaixonava por tudo que via e ouvia sobre os "comerciais" nas Rádios e TVs, cartazes e anúncios em revistas.
Ficava arrepiado imaginando como alguma mente brilhante poderia ter criado aquilo do nada, de onde teria saído a sua inspiração?

Talvez essa curiosidade tenha feito com que desde pequeno desejasse saber tudo sobre o que acontecia nos bastidores da publicidade e passei a desenhar, rabiscar, copiar, escrever e inventar tudo o que eu imaginava poder ser aproveitado algum dia como um autêntico publicitário.
Mas de uma coisa eu tinha certeza, não queria ser engenheiro como o meu compreensivo pai determinava.

"Antes Tarde do Que Nunca" (Já dizia a minha avó).


Publicidade aos 36... Será tarde?


Não, definitivamente não, pois nasci publicitário!
Aos dois minutos da minha vida, fora do quentinho e aconchegante útero de minha adorada mãe, abri os olhos e pensei... "Porque estou de cabeça para baixo, agarrado pelas pernas por esse cara estranho e ainda por cima me dando tapas na bunda? Tentei dizer uma porção de coisas para anunciar a minha chegada, mas aquela minha situação era constrangedora... Pensei, pensei, e fui logo dizendo: - Buaaaaaaaaa!"
E foi assim que tudo começou, quase igual a maioria das pessoas que conheço, porém, o meu "buaaaaaa" fez a grande diferença.